sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Patagonia Luso-Expedition/ Operaçao Nariz Vermelho

Faltam 18 dias para o arranque da maior aventura sobre 2 rodas que ja alguma vez fizemos! Vamos percorrer 2200kms em bicicletas Specialized 29er (cortesia Movefree), em total autonomia, guiados por GPS Garmin (cortesia Garmin Portugal), em 28 dias! De Balmaceda (Chile) ate Ushuaia (Argentina), vamos atravessar a Patagonia e a Tierra del Fuego, cruzando varias vezes as fronteiras destes 2 paises, de bicicleta e embarcaçoes que nos permitam cruzar os imensos fiordes e lagos gelados, territorios inospitos e ate ha bem pouco tempo desconhecidos, ate chegarmos literalmente ao FIN DEL MUNDO - Ushuaia. Pelo caminho, pontos altos havera muitos, desde os Andes ao Parque Natural das Torres del Paine e ao Estreito de Magalhaes... tudo sera misterio, mito, deslumbre, fadiga, mas.... imensamente gratificante! Desta terra nao sei se terei vontade de regressar... Sera tanto mais gratificante, quanto sabermos que teremos uma comunidade inteira de gente boa que nos seguira a distancia... Gente boa e generosa que contribuiu para a causa a qual resolvemos dedicar a nossa viagem - a OPERAÇAO NARIZ VERMELHO, e as crianças que os Doutores Palhaços animam durante as visitas que fazem a 12 serviços pediatricos nacionais. Os Drs. Palhaços enfrentam um desafio maior que o nosso diariamente; os Drs. Palhaços percorrem num ano nos hospitais a mesma distancia que nos vamos pedalar na Patagonia - 2000kms. Por isso nao fique indiferente... Nao precisa de sair do seu lugar. Basta apoiar esta causa, na plataforma online de crowdfunding http://ppl.com.pt/investment/patag-1020 e seguir os passos que o levam a um pequeno (mas grande) donativo a favor desta IPSS que receita alegria as crianças doentes. Contamos com a sua generosidade! Ponha o Nariz por esta causa; nos pela nossa parte colocamos os pes nos pedais!

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Duatlo Festibike 2011

Correu-se no passado Domingo (23OUT) o último Duatlo da época de 2011, por ocasião do certame Festival Bike em Santarém. É uma prova e um percurso que já conheço, pois já participei o ano passado, tendo-se mantido o mesmo figurino. Com a diferença que este ano o piso estava completamente seco, ao contrário do ano passado que esteve algo enlameado. A parte de corrida é feita em circuito na área adjacente à zona de demonstrações e testes por detrás do pavilhão, sendo que o BTT desloca-se mais para trás, por um percurso que tem algum desnível e que se caracteriza por alguma areia. Não é muito técnico, mas para quem é oriundo da estrada, o mesmo coloca sempre algumas dificuldades acrescidas, por falta de habituação ao BTT. Por mim, sinto-me muito bem lá! E com a mais-valia de ter utilizado uma bicicleta roda '29! Woow!!! Que grande ajuda que aquilo é! Mesmo com as pernas doridas, tirei enorme partido daquela roda, em todo o tipo de traçado (subidas, descidas, plano...)

Em suma, recuperei imenso na bicicleta, o que me valeu o 1º lugar no escalão de Vet Fem I, e o 9º tempo na bicicleta, em 22 participantes femininas!

Para o ano há mais! Agora é tempo, não de repousar e muito menos de encostar a BTT, porque... a viagem em bicicleta à Patagónia está à porta! :-)

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

I Triatlo de Lisboa - 3ª etapa do Campeonato Nacional Individual

Este fim-de-semana foi uma festa de triatlo nacional! Em Belém, houve provas para todos os gostos e idades, federados e não federados, em forma ou não! Isto a juntar ao 1º lugar do João Silva esta madrugada na prova ITU em Yokohama, e do regresso em força da nossa grande Vanessa Fernandes na mesma prova! Por todos os motivos e mais alguns, este foi um fim-de-semana excepcional para o Triatlo português! Para mim também foi o regresso às competições, sendo esta a 1ª prova que fiz depois do Ironman em Julho passado. Serviu para rever gente boa, sentir de novo o ambiente espectacular do triatlo, sentir de novo as "borboletas no estômago" e o nervoso miudinho que se apodera sempre um pouco de nós (aliás, de mim) nos minutos que antecedem a prova! O autêntico vendaval que estava em Lisboa Domingo de manhã não era propriamente agradável... Significava natação complicada (ondulação provocada pelo vento) e ciclismo duro. E também já por lá se falava na corrente que se tinha feito sentir com força na prova lazer que antecedeu a principal... Enfim, lá fui eu, no meio da taínhas do Tejo, pirulitos pelo meio, pontapés e cotoveladas nem por isso, porque parti na cauda para não levar tareia! 1500mts e 35 sofridos minutos depois, entro no PT e parto para o ciclismo. Sensação imediata de selim muito baixo... devia ter verificado! A polícia tinha-nos reservado um corredor delimitado com pinos no meio da estrada entre a linha do comboio e o rio, deixando uma faixa no sentido Norte aberta ao trânsito. O piso não era lá muito bom, e por vezes tínhamos de açambarcar um pouco da faixa do trânsito para evitarmos os buracos e piso agreste, sempre que víamos que não vinha carro nenhum. Muita gente furada e algumas quedas...

Lá para o fim do ciclismo, já não sabia quantas voltas tinha feito! Era suposto serem 5 para 40kms, mas eu, sem conta-quilómetros, já estava um bocado baralhada... por palpite e cálculos de quem tinha ultrapassado ou de quem tinha passado por mim, lá concluí que devia estar na última volta.

Muito tempo na transição, não quis arriscar a descalçar-me em andamento, a última vez que o fizera, valeu-me uma cãimbra num pé e consequente queda a desmontar, no Ironman! Vou para a corrida e também não me lembro quantas voltas são! Lindo... Andei a perguntar e descobri que eram 4... Senti-me bem na corrida, melhor que o habitual. Mas no fim da 2ª volta começo a sentir indícios de assadura no braços, a roçar no fato, quando balanço os mesmos no gesto natural de corrida. Os pés sem meias nos ténis também já me estavam a provocar fricções chatas... detesto correr sem meias! Siga, que isto são peanuts e que "agora" (na prova) não interessam nada! 10kms e 2h43m totais depois, concluo a minha prova, em 2º lugar do meu escalão. A 1ª já sabia que ia uns bons 5 ou 6min à minha frente. Como se trata de uma etapa do Campeonato Nacional, existe um ranking (onde até agora não figurava pois ainda não tinha participado em nenhuma), sendo que existe apuramento para uma finalíssima, que será disputada no próximo mês de Outubro, para eleger os campeões nacionais de Triatlo individual em cada escalão. Não sei se lá estarei, pois não sei se tenho acesso, só com esta prova. Veremos... Até lá... foi bom voltar e rever tantos bons amigos! Obrigada a todos!

terça-feira, 2 de agosto de 2011

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Challenge Roth 2011 - Os Números

No rescaldo da participação na prova que assinalou os 10 anos do Challenge Roth, falta apresentar alguns números... "Numbers are just numbers..." Mas em todo o caso, um balanço objectivo faz falta, para complementar o relato feito a quente há cerca de duas semanas. Assim, em termos de classificação: 170º posto, em 338 participantes femininas; 31ª no escalão W40, entre 60 atletas. Tempo total de prova: 12h15 Natação: 1h22 Transição 1: 6'20'' Ciclismo: 5h37 (+ 3' parada devido a queda) Transição 2: 6'29'' Maratona: 5h00 Gráfico total da prova (uma anomalia na banda de transmissão não permitiu registar a frequência cardíaca durante toda a prova): Mas consegue-se perceber o 1º segmento referente à natação, seguido dos altos e baixos do ciclismo, para logo de seguida passar a um percurso maioritariamente plano, referente à corrida. O diploma para mais tarde recordar: Há realçar o 56º melhor tempo entre todas as participantes femininas, e o 12º do escalão W40, registado no segmento de ciclismo. Tempos só alcançáveis devido à grande ajuda que a Scott Plasma 20 me possibilitou! Por só dispor dos dados relativos à frequência cardíaca no segmento de ciclismo, só me é possível apresentar os seguintes elementos, vísíveis no 1º gráfico, supra: FC máxima: 191 batimentos/min; média: 151 Calorias: 3613 Kcal Vel. máx: 65.9 km/h; Vel. média: 31.3 km/h Temp máx.: 33º; média 25º Acumulado subidas: 1280mts, c/ uma percentagem de inclinação máx. de 15% (9º).

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Challenge Roth 2011 Race Coverage

O video do Race Coverage, embora com locução em Alemão. Imagens que captam bem o ambiente da prova, e em que também se pode ver pormenores das cadências dos Pros, de como se alimentam e hidratam em andamento, etc.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Magnífico CHALLENGE ROTH 2011!

“Gaivota que se preza tem de sentir as estrelas, analisar paraísos, conquistar múltiplos espaços. Gaivota que se preza precisa buscar perfeição. Importante é olhar de frente, em uma, em dez, cem mil vidas. Para Fernão nada é limite: voa, treina, aprende, paira sobre o comum do viver. Se o destino é o infinito, o caminho é nas alturas!” (in "Fernão Capelo Gaivota", Richard Bach) Caminhar nas alturas foi o que ambicionei ao lançar-me, na companhia de inestimáveis amigos, no sonho de cumprir o mítico Ironman de Roth. O sonho tornou-se realidade no passado dia 10 de Julho, em 12:15 de sangue, suor e lágrimas, num esforço físico e psicológico permanente, mas que o sonho empurrava para a frente, um km de cada vez… O ambiente de Roth só é perceptível para quem já lá foi: descrever a emoção de nadar, pedalar e correr rodeada de centenas, e finalmente milhares, de adeptos fervorosos, é tarefa impossível. Como explicar que a pacata vila de Roth, 25 kms a sul de Nuremberga, vive de e para este evento anual, que se realiza há cerca de 20 anos, há 10 no figurino actual? Como entender que as gentes de Roth e arredores se levantam de madrugada para estarem nas pontes e margens do Rothsee, o imenso canal onde se realiza a natação, e que se inicia às 06h30 da manhã? Como transmitir a sensação inebriante de ouvir chamar o nosso nome em terra estrangeira porque ele figura no nosso dorsal e os adeptos nos tratam como família e heróis? E finalmente, como descrever, no meio do suor, as lágrimas que surgem no canto do olho numa subida de 15% onde só uma bicicleta de cada vez passa devido aos mares de gente que se acumulam na estrada para apoiar os atletas? Impossível não é? Bem me parecia… Impossível é não nos emocionarmos nesta atmosfera que inebria, estimula e incentiva; que nos faz esquecer as imensas horas de treino, à chuva e ao vento, ao sol e até pela noite dentro; os dissabores de tanta dedicação e empenho muitas vezes incompreendidos e mal interpretados, que não são doença ou obsessão; são antes rigor e trabalho árduo, únicos valores que conduzem ao sucesso, e que são o apanágio do conceito “Ironman”, pelo menos para mim. Mas as dificuldades já passaram todas, as do antes e as do durante. Agora resta o depois, com todas as boas recordações e lições que constituem uma experiência como esta. Não mais esquecerei a amizade e solidariedade dos meus companheiros de Iron, participantes ou não, previstos ou imprevistos, bem como a hospitalidade do casal Winkler que nos alojou na sua quinta na povoação de Meckenlohe, a 4km de Roth. Não sou estreante na distância Ironman. Mas fui estreante num evento desta envergadura, com cerca de 3500 atletas à partida. Foram batidos os recordes do mundo na distância, tanto femininos como masculinos. Assinalaram-se os 10 anos da prova, com todo o tipo de acontecimentos: pasta party, helpers party, um enorme fogo de artifício como num reveillon… E em que outra prova do mundo é que a campeã do mundo em título coloca a medalha de Finisher ao pescoço de um vulgar participante? A Chrissie Wellington fá-lo, nesta prova onde vence há 3 anos consecutivos e onde já bateu 2 recordes do mundo de Ironman. Por tudo isto e por muito mais, o Challenge Roth é a prova que qualquer aspirante a Ironman tem de fazer uma vez na vida. Porque “Vê mais longe a gaivota que voa mais alto”. A todos, sem excepção, que me apoiaram, com uma simples palavra ou gesto, mesmo que não na altura, o meu grande BEM HAJAM!